O desfile da Raquel Davidowicz aconteceu hoje de manhã no SPFW N45. A inspiração para a coleção foi o estrangeiro, que está presente em nossas vidas, dentro de nós mesmos, tão forte e tão frágil ao mesmo tempo.
A diversidade cultural é muito inspiradora, é uma proposta nômade, livre e eclética. Tem uma estética funcional e autêntica, onde conforto e proteção são essenciais. No desfile, vimos bolsos exagerados utilitários e sobreposições que criam um jogo de volumes e caracterizam a praticidade deste estilo nômade.
Dobras, emendas e barras inacabadas exploram a assimetria. O mix de materiais é essencial na composição do look, que conta com tecidos diferenciados, proporções exageradas e despojadas.
Como principais tecidos temos o nylon, a seda, as peles sintéticas, o crepe de acetato, a sarja de algodão, o plissado irregular em algodão dublado e as lãs feltradas, mescladas, dupla face e caneladas.
As malhas têm texturas envolventes e uma montagem estilo “patchwork” e a cartela de cores possui tons que podem ser coordenados entre si, sem preconceito, como chumbo, trigo, off white, preto, azul e ginger.
Os destaques são as saias longas esportivas, as maxi camisas, os tops e cardigans assimétricos, os vestidos transpassados, as tiras exageradas, o tricot diferenciado, os casacos com botões contrastantes, as jaquetas acolchoadas, os cardigans em patchwork mais alongados, os maxi bolsos em calças esportivas utilitárias, blusões esportivos exagerados.
Os acessórios têm uma proposta versátil. Amarrações para ajuste em mochila e cinto, assim como pochetes com grandes bolsos removíveis. As pulseiras, anéis e brincos em borracha reciclada ou correntes encapadas por couro são inusitados. Bota em couro e neoprene com salto chanfrado, estilo anatômica em couro stretch e o coturno com solado de borracha.

Fotos: Zé Takahashi / Fotosite

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